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"ANSIEDADE: O MAL DO SÉCULO"
- STRESS, RESILIÊNCIA E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

Texto de minha autoria
Leandro Souza de Oliveira
Se já fui promovido no trabalho? Se eu acabei os estudos? Qual será meu próximo curso? A data do meu casamento? Quando terei meu primeiro filho?



É cada vez mais comum ouvirmos as pessoas nos questionando sobre quando daremos os próximos passos em nossas vidas, esperando respostas que ainda estão em construção, nos deixando aflitos e nos alimentando de ansiedade. Será que ainda existe o processo natural das coisas nos tempos de hoje?



A ansiedade é considerada o mal do século, ela nos envolve de forma inesperada e nos consome intensamente. A partir do momento em que estamos afogados nesse ‘mar de cobranças’, nos afastamos mais e mais de atividades que aprimoram a qualidade de vida.

Porém, apesar do ritmo acelerado do mundo moderno, é possível levarmos um estilo de vida saudável. Basta organizarmos melhor o tempo, manter uma alimentação balanceada alem de praticar atividades físicas regularmente. Mas será que é tão fácil?



O primeiro passo você já está fazendo! O simples fato de você ter acessado o presente site, de conhecer um pouco do meu trabalho, já demonstra o interesse em obter maiores conhecimentos sobre este tema tão relevante. O termo “Qualidade de vida” abrange muitos fatores que, em conjunto, oferecem ao ser humano condições de vida consideradas satisfatórias. Fatores como uma boa educação, boas condições de moradia, bons empregos, bom convívio social, bem-estar integral, enfim, fatores que aumentam a expectativa de vida e transformam a sobrevivência em algo prazeroso. Qual é a importância de se abordar um tema como este nos dias de hoje?



Hoje em dia está claro que vivemos correndo, queremos tudo para ontem, sem tempo para nada e insatisfeitos. Cada dia que passa somos cobrados constantemente; seja no trabalho, na família, nas relações com as pessoas, e, às vezes, nós mesmos nos cobramos e esquecemos que somos apenas meros mortais dentro deste ‘mundo de pressão’.



Com o acúmulo de atividades, responsabilidades e cobranças não há quem aguente. Consequentemente, nos tornamos vítimas de uma ‘epidemia’ que é muito conhecida e nomeada pelos quatro cantos do mundo, o famoso STRESS. É muito importante a gente ter conhecimento sobre o processo que envolve conceitos de stress e qualidade de vida, especialmente no trabalho, onde passamos grande parte de nosso tempo.



A qualidade de vida no trabalho tem repercussões importantes na qualidade da vida emocional e no equilíbrio socioemocional e afetivo daqueles que pertencem ao contexto organizacional. Atualmente, é possível observar que as cobranças sobre o trabalhador estão crescendo cada vez mais, exigindo-lhe a máxima competência, e, ao mesmo tempo, não há reconhecimento nem valorização de seu trabalho. De acordo com Fleck (2008), o sofrimento psíquico é gerado no trabalhador devido à pressão que é submetido diariamente em busca de lucros, competição, eficácia e da manutenção do emprego. O trabalhador se sente apavorado por não conseguir manter sua energia física e mental adequada para seu desempenho no trabalho, ou seja, torna-se mais um do “time dos estressados”. As cobranças, tensões e stress se expandem do trabalho para casa, da casa para as demais atividades rotineiras, criando-se, assim, um angustiante ciclo vicioso que acarreta a todos nós, nos propiciando a sensação de sermos pessoas estressadas, ao invés de estarmos estressados.

“Eu sou muito estressado!” “Não tenho paciência para nada, nem para ler esse texto consigo ter!” “Eu sou sem paciência”



Será que é tão simples para gente compreender a real diferença entre os verbos ‘ser’ e ‘estar’? Quando aprendemos o idioma inglês, em seus estudos iniciais, nos deparamos com o verbo ‘to be’, que traduz tanto o verbo ‘ser’ como o ‘estar’. Porém, em nosso idioma, esta regra não procede, pois há uma ampla diferença entre ambos, e é essencial ressaltá-la.

Todos nós nos modificamos com o decorrer do tempo e com as situações que vivenciamos na vida. Somos os resultados do ambiente em que vivemos. Se, por exemplo, trabalhássemos numa empresa onde há um bom clima organizacional, uma equipe motivada, boas condições de trabalho, assim como, uma boa estrutura familiar e bons relacionamentos interpessoais, consequentemente as chances de sofremos por alto stress, tensão e ansiedade seriam mínimas. Porém, aqueles que não se encontram neste patamar citado acima; podem sofrer essas consequências ambientais.



É muito difícil permanecermos em ambientes altamente estressantes e nos comportarmos de maneira serena ou delicada. E como, infelizmente, o stress está se tornando algo cada vez mais habitual, esquecemos que somos “vítimas” deste mal. Nos envolvemos de uma tal forma com os problemas, com as tensões, com conflitos do dia a dia que passamos a senti-los como nossos, como se fossem pertencentes de nossa personalidade e acabamos dizendo ou pensando: “Sou estressado”, ao invés de: “Isso faz com que eu fique estressado” ou “Estou estressado devido aos últimos acontecimentos”. Mas, será que realmente somos? E, se sua resposta for ‘sim’; você sente isso como algo imutável?



Quer queira ou não, o stress faz parte de nossa rotina. O combate ao stress pode também estar na prática de diversas formas de relaxamento, e terapias, como ioga e acupuntura, como também, adotar o hábito de praticar alguns hobbies em prol da saúde e equilíbrio.
O equilíbrio humano é semelhante à estrutura de um prédio, se a pressão for superior à resistência, aparecerão rachaduras (doenças e lesões, por exemplo). Dentre as mais diferentes doenças psicossomáticas que se manifestam no indivíduo, estão não apenas o estresse, mas doenças graves.



De acordo com Carmello (2008), durante o ciclo de vida normal, é necessário o indivíduo desenvolver a capacidade de recuperar-se e moldar-se novamente a cada obstáculo, a cada desafio, chamada: Resilicência. Quanto mais resiliente for o indivíduo, haverá menos doenças e perdas e mais desenvolvimento pessoal será alcançado.



A resiliência consiste em equilíbrio entre a tensão e a habilidade de lutar, além do aprendizado obtido com obstáculos (sofrimentos). Toda empresa deve se preocupar com a resiliência de seus profissionais, pois o indivíduo que não possui ou não desenvolve a resiliência, pode sofrer severas consequências, que vão da queda de produtividade ao desenvolvimento das mais diferentes doenças psicossomáticas.



O objetivo de se abordar este tema tão presente em nossa realidade, e, de se realizar um trabalho terapêutico é de proporcionar ao indivíduo a aquisição de recursos pessoais que atuem preventiva e interventivamente, trazendo maneiras mais adaptáveis de lidar com as demandas da vida e enriquecer o repertório de comportamentos.

Leandro S. de Oliveira

CARMELLO, Eduardo. Resiliência: a transformação como ferramentra para construir empresas de valor. – São Paulo: Editora Gente, 2008

FLECK, Marcelo Pio de Almeida. Avaliação de qualidade de vida: guia para profissionais da saúde. – Porto Alegre: Artmed, 2008